Sábado, 20 de Outubro de 2007

Poema - Tarja negra

 

(do meu livro «Sonhando acordada»)

 

carteiro_umacartaesq.gifUm dia, o carteiro bate à porta
e entrega uma carta, em tua mão.
Vem tarjada de negro, e comporta
triste notícia que amargura o coração.

Perguntas-te, a carta na mão fechada:
- Será família? Meu Deus, preciso coragem!
Sossega! Era uma amiga cansada.
Foi-se, com o vento que a carregou na voragem.

Fui eu. Como uma flor me feneci.
Fugiu a alma, do meu corpo, e faleci.
Dores da alma, suplantam as corporais...

São tão difíceis de curar, doem-nos mais...
(A dor estava a fazer-me tanto mal...)
Também se morre, de desgosto, em Portugal!
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1/11/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 12:20
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