Sábado, 10 de Agosto de 2002

Poema - O sino da minha terra "Toque a finados"

(do meu livro «Meu universo»)

 

Hoje, o sino toca fora das horas habituais.

Acostumei-me a ouvi-lo, a traduzir-lhe os sinais.

 

Alguém morreu. Ele toca badaladas de seguida.

Tantas quantas tinha o morto de aniversários de vida.

 

Hoje, ele toca bem triste... Tlim-tlão, tlim-tlão...

Deixou de bater seguido mais um triste coração.

 

Aos poucos foi-se acabando. Ou seria de repente?

Enfim, deixou de bater mais um coração de gente.

 

Na sacristia é velado, à noite. Todos os seus,

familiares e amigos, vem rezar junto com Deus.

 

De manhã, de novo toca tlim-tlão. É toque de dores.

Cortejo pra o cemitério. Enchem-lhe a campa de flores.

 

Agora, fala-se assim, porque ele não está presente:

- Morreu? Que pena, coitado! Era muito boa gente (...)

 

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4/2001

Laura B. Martins

Soc. Port, Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 22:28
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