Quinta-feira, 10 de Julho de 2003

Poema - Filha, minha!

(do meu livro«Pedaços da vida»)

 

Tu, que choravas no meu regaço...

ao esfolar um joelho... a testa... um braço...

Que foi que te tornou tão arredia?

Não ter tido uma filha, mais valia!

 

Assim, eu não contava com alguém,

que em vez de carinho, dá desdém.

Mostrando um ar altivo, superiora...

podes-me agradecer, se hoje és doutora!

 

A mãe que nada vê, nada percebe;

apesar de entender, nada recebe.

A mãe que tudo vê, nada comenta.

 

Ela está sempre ali, pouco se ausenta.

Surpreendida de tanto ter pra dar,

repara que não tem quem abraçar!

 

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8/2000

Laura B. Martins

Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 23:04
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