Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

Poema - Maria azarada

(do meu livro «Dispersos»)

álbum de Dispersos

  

Sou a Maria Azarada, tudo me corre ao contrário.

Eu chego sempre atrasada; esta vida é um calvário.

 

Ai, quem me tira a mordaça que me impede de gritar:

- Esta vida é uma trapaça que os meus olhos faz trocar!

 

Do que me avisam, já era... O que apontam, esgotou-se...

O que me dizes, sincera... era mentira, finou-se.

 

Se algo vai acontecer e quero participar,

quando chego a saber... já acabou, foi ao ar.

 

Os concursos terminaram... falhei-os só por um dia.

As festas já acabaram... bolo, já não há, havia!

 

O automóvel enguiça... O telemóvel sem carga...

Lagartas na hortaliça... Até o café amarga!

 

Camioneta avariada... O combóio que já partiu...

Não há um táxi, nem nada... E a boleia... sumiu!

 

Mesmo assim, cá vou andando, nesta vidinha tramada,

ao S. Pedro perguntando porque é que sou enjeitada;

 

se, nem um passeio garanto, tenho azar ao escolher data.

O tempo estava um encanto e... logo a chover desata.

 

Mas eu prossigo, sem medo, nesta ânsia de viver;

trago comigo um segredo: «sei que parar é morrer»! 

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6/05/2003

Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 17:39
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