Segunda-feira, 20 de Outubro de 2003

Poema - Solidão

(do meu livro <Pedaços da vida>)

 

Estou só! Lá fora tem luz, de um candeeiro fronteiro,

que ilumina a minha rua e as flores do meu canteiro.

 

Mansinho fecho a janela. Estava a rua sossegada.

Até a minha vizinha tem a janela fechada.

 

Do outro lado da casa, por outra janela espreito.

Tantas luzes... multicores... sem dúvida um belo efeito.

 

Luzes grandes, como brasa de aviões feitos à pista;

ou de carros, por instantes, que somem da minha vista.

 

Deixo-me estar na janela a sonhar com outra vida.

Tantas luzes... Que ilusão! Nenhuma me dá guarida!

 

Hoje estou só, porque quis. Perdi-me, nas ilusões!

Mas a pior solidão, é no meio das multidões.

 

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3/09/2001

Laura B. Martins

Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 19:28
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