Sábado, 10 de Março de 2007

Poema - De cor e salteado

(do meu livro «Sonhando acordada»)

 

Sei-os de cor...

Foram versos que escrevi

por situações que vivi,

recordações do passado.

Sei-os de cor...

Versos de amargura infinda,

tristes palavras que ainda

sei de cor e salteado.

 

Corpo de mim...

Esqueceu o amor antigo,

tudo que viveu contigo,

se era feliz ao teu lado.

Corpo de mim...

Cujas linhas do teu corpo,

não recorda, porque é morto,

nem de cor nem salteado.

 

Minha razão

de viver... modificou-se;

tenho outra vida, alterou-se,

tudo o mais foi olvidado.

Corpo de mim...

Os contornos doutro alguém

hoje conhece também...

sabe-os de cor, salteado.

 

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9/06/2002

Laura B. Martins

Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 23:13
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