Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Poema - O guarda da serrania

(do meu livro «Meu tipo inesquecível»)

 

Tenho conhecido gente

que, depois, quero esquecer.

Mas é preciso ir em frente,

porque tem gente decente

com quem vale conviver.

 

Por um acaso feliz

ou força de circunstância,

conheci gente que diz

viver na serra feliz,

dos outros querer distância.

 

É um trabalho d' amor,

ser guarda da serrania;

ver do horizonte a cor,

plantas, rebanho, pastor,

hora a hora, dia a dia.

 

O inimigo matreiro

espreita, de dia ou de noite.

Deflagra em mato rasteiro,

devora estrada, pinheiro,

bombeiro que mais se afoite.

 

Na solidão do seu posto

mora a família, isolada.

É gente sã, que dá gosto:

um filho, os cães e, no rosto,

marcas de sol e geada.

 

Vigias, observatórios

de madeira, construídos.

Nas serras, praias, notórios;

dentro, trabalham, inglórios,

homens e mulheres unidos.

 

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21/06/2002

Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 22:45
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