Sexta-feira, 20 de Abril de 2007

Poema - Implosões

(do meu livro «Sonhando acordada»)

 

 

De novo sem horizonte!... E, de novo, sem ter nada.

Toda a construção de ponte me termina enevoada.

 

Cai-me à frente, derrubada, uma ou outra que eu construo;

na minha vida azarada, constitui novo recuo.

 

Quis construir um futuro para ti, melhor que o meu.

Por muito que eu desse duro, o azar ganhou-me e venceu.

 

Na vida, sou engenheira de artifícios e ilusões,

fogos sem eira nem beira, edifícios-implosões.

 

Sou dona de uma cidade, muito construí na vida.

Fosse o sonho realidade... tinha uma cidade erguida!

 

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8/10/2001

Laura B. Martins

Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 23:37
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