Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

Poema - No fim do caminho (!)

(do meu livro «Sonhando acordada»)

 

 

E se eu caminhar só, por essa estrada,

cabelos soltos mas, no peito um nó?

Seguindo como quem vai atrasada,

sentimentos revoltos, muito dó.

 

Quem se cruza comigo não entende;

encontra um rosto algo inexpressivo.

Só Deus, lá bem no alto compreende:

revolta, é sentimento opressivo.

 

Eu tenho dó de amar recordações,

eu tenho dó de amar a natureza;

a quem ama sobram desilusões...

perdemos o conceito da beleza.

 

As flores que os meus pés pisam, que pena!...

Até algum bichinho mais afoito,

encontram morte bem pouco serena,

no mar de insanidade onde me acoito.

 

A montanha sorri, da minha pressa.

O arco íris tem um pote d'ouro

no final do caminho, e a promessa

de encontrar teu amor, o meu tesouro.

 

Caminho, cada vez mais apressada,

na ânsia louca de me encontrar contigo.

Atravessei, morri atropelada.

Estrada da vida, porquê este castigo?

 

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3/11/2001

Laura B. Martins

Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 20:53
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