Sábado, 10 de Novembro de 2007

Poema - Vazio

(do meu livro «Sonhando acordada»)

 

Deitada na minha cama, sossegada, olhando o tecto,

sinto a cabeça vazia, sem ideias, sem projecto.

 

É um raro estado d’alma, espírito amorfo, esquecido

que a vida é dura e não pára; destino é pra ser cumprido.

 

Qualquer coisa me desperta: mosquito, carro a passar,

ruído acima da média... Tenho pena de acordar.

 

Não tem remédio, já está e não há nada a fazer.

O melhor é levantar que não há tempo a perder.

 

De novo, o trabalho espera. Volto à vida, mais um dia.

Esforço é retirar o corpo mole, da cama vazia.

 

Tão vazia como a alma, a cabeça, o coração.

As mãos... dessas, já nem falo; só abraçam solidão.

 

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20/10/2001

Laura B. Martins

Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 22:00
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