Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Poema - Candeia de azeite

(do meu livro «Ao correr da pena»)

 

Como a luz da candeia, sem azeite,

esmorece e vai, de alumiar, deixando,

assim, a minha vida sem deleite,

enfraquece; a pouco e pouco se apagando.

 

De muito que gostava, eu deixei.

Considero-as coisas, tão banais...

Exercícios do corpo, descurei.

Devagarinho, afasto-me dos mortais.

 

«Candeia à frente, alumia duas vezes»;

É frase antiga, dum ditado popular.

Que ninguém venha atrás de mim, porque os revezes,

 

já muito me fizeram tropeçar.

Não é porque um, ao poço, foi deitar-se,

que os outros vão atrás, para atirar-se.

 

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22/02/2002

Laura B. Martins

Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 21:38
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