Quinta-feira, 10 de Maio de 2001

Poema - Guias cortadas

(do meu livro «Pensamentos»)

 

Pudeste cortar-me as guias,

e as asas já não me servem.

Restam-me só estas vias,

comuns a todos que escrevem.

 

Teimei em manter-me viva

Enquanto escrevo em segredo

Não posso estar inactiva,

definho no meu degredo.

 

Na minha escrita revivo,

deixo que os gritos se soltem.

Tenho têmpera de ferro!

 

Eu continuo no activo.

Espero que as guias me voltem.

Nos meus poemas me enterro.

 

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4/2001

Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 23:06
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